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No dia 23
de junho de 1940 nascia, na capital
paulista, Sérgio Bavini. Filho do
paulistano Erico Bavini e da carioca
Clara Reis Bavini e irmão de Neyde
Salette Bavini, Sérgio era o caçula
de uma pequena e bonita família.
Apesar de sua mãe ser de Laranjeiras,
no Rio de Janeiro e seu pai de
Osasco, município de São Paulo, o
casal se conheceu no bairro de
Santana, Zona Norte de São Paulo,
onde permaneceu até o final de suas
vidas. E foi também nesse
aconchegante bairro que Sérgio
cresceu, estudou e constituiu sua
própria família. •Década de 50 Logo
cedo Sérgio aprendeu o valor e a
importância do trabalho, tanto que,
aos 10 anos de idade, trabalhava com
seu pai em uma fábrica de papelão de
propriedade de seu avô. Apesar das
grandes responsabilidades que os três
e mais um tio tinham, eles sempre
conseguiam acompanhar pela Rádio
Bandeirantes o programa “Na Beira da
Tuia”, apresentado pela dupla caipira
Tonico & Tinoco. O menino tornou-se
grande fã da dupla e de tanto falar
deles, sempre com exaltação, seu pai
lhe deu de presente uma viola na qual
aprendeu seus primeiros acordes.
Enquanto crescia, cada vez mais se
interessava por música e isso ficou
mais evidente quando, na
adolescência, foi cantar na noite
para ajudar em casa. Foi também nesse
período que Sérgio começou a conhecer
diversas vertentes da música e se
apaixonou pelo rock e pelo ídolo
Elvis Presley. Sérgio decidiu então
dedicar-se cada vez mais a música e
fazer disso seu trabalho. Devido aos
modismos da década, era comum
cantores brasileiros utilizarem
pseudônimos americanos em seus nomes
artísticos e cantarem baladas e rock
em inglês. Com ele não poderia ser
diferente! E foi com o nome de Johnny
Johnson que esse paulista da Zona
Norte iniciou sua carreira. Aos 16
anos de idade, além de se apresentar
em programas de rádio, Johnny Johnson
também cantava em diversas casas
noturnas de São Paulo. No repertório,
músicas de artistas consagrados na
época como, Cauby Peixoto, Pepino de
Capri, Lucho Gatica, Trio Los Panchos
e Sérgio Endrigo não podiam faltar.
Surgiu assim uma grande oportunidade
e pela primeira vez o cantor se
apresentava na televisão,
interpretando a canção “Conceição” de
Cauby Peixoto, no programa de Jaime
Moreira Filho, transmitido pela TV
Paulista. Dois anos depois, em 1958,
o artista, em uma participação na
Rádio Bandeirantes de São Paulo,
conheceu o radialista Enzo de Almeida
Passos. Ele foi o responsável em
apresentar o cantor para o produtor
Palmeira e para o coordenador da área
sertaneja Teddy Vieira; executivos da
então gravadora Chantecler, que
estavam à procura de um cantor de
boleros. O único problema a ser
resolvido era o pseudônimo utilizado
por Sérgio, Johnny Johnson, que não
agradava os executivos. Depois de
várias conversas e especulações,
Sérgio adotou em seu nome de batismo
o sobrenome de sua mãe, e a partir
deste momento nascia Sérgio Reis. E
foi com 18 anos que Sérgio Reis foi
convidado pela Chantecler para gravar
seu primeiro long play. •Década de 60
Foi somente em 1961 que Sérgio gravou
seu primeiro disco, em 78 rotações,
com o bolero “Enganadora” e o rock
balada “Será”. E no ano seguinte,
gravou o rock “Lana” e a canção
“Porque sou bobo assim”. Com sua voz
marcante e diferenciada, Sérgio
começou a chamar a atenção de outros
produtores e gravadoras, tanto que em
1967 foi convidado por Tony Campelo
para participar de um teste na
gravadora Odeon (atual EMI), que
estava à procura de novos
compositores. Sérgio passou no teste
e foi contratado pela companhia pela
qual gravou, no mesmo ano, um
compacto com quatro canções de sua
autoria: “Coração de Papel”, “Nuvem
Branquinha”, “Fim de Sonho” e “Qual a
Razão”. Nasceu nesta época, além de
uma grande amizade, uma parceria
profissional entre Sérgio e o
produtor Tony Campelo, que duraria
mais de 28 anos. A balada “Coração de
Papel” foi o primeiro e grande
sucesso do cantor. Devido a este
êxito, todas as portas começaram a se
abrir para o artista que já estava a
dez anos na luta. Sérgio obteve
reconhecimento nacional e começou a
se apresentar nos programas da Jovem
Guarda na TV Record. Além disso, foi
agraciado com o troféu “Chico Viola”
pelo sucesso do compacto. No ano
seguinte gravou um novo disco, ainda
pela Odeon, intitulado “Anjo Triste”.
Em 1969, Sérgio foi contratado pela
RCA (atual Sony/BMG), pela qual
lançou diversos discos na década de
70. Depois do fim do movimento da
Jovem Guarda cada artista foi
procurar seu caminho. Sérgio
relembrou toda sua infância e as
memórias que tinha de Tonico &
Tinoco, e esse foi um dos grandes
motivos para esse artista seguir seu
coração, principalmente na sua
música, que a partir desse momento,
teria uma perspectiva totalmente
diferente de tudo que ele já havia
feito. •Década de 70 A década de 70
foi uma época decisiva para Sérgio
Reis, tanto no aspecto profissional
quanto no pessoal. Em 1970 Sérgio
casou-se com a musa inspiradora da
composição “Coração de Papel”, Ruth,
e dessa união nasceu seus dois
filhos: Marco e Paulo. Foi também no
início dos anos 70 que o cantor
começou a direcionar sua carreira
para o segmento sertanejo. Após cinco
anos sem um grande sucesso, em 1972,
Sérgio retornou para as paradas de
sucesso com a música “O Menino da
Gaita”. A canção, que é uma versão de
sua autoria da música “El Chico del
Armônica” (Fernando Arbex), atingiu
os primeiros lugares das paradas de
sucesso e isso fez com que Sérgio se
apresentasse, pela primeira vez, no
programa Globo de Ouro, transmitido
pela Rede Globo. Com o sucesso de “O
Menino da Gaita”, Sérgio começou a
viajar por diversas cidades do Brasil
para realizar seus shows. Em 73, em
uma dessas viagens, ele fez uma
apresentação na cidade de
Tupaciguara, Minas Gerais. Ao
finalizar seu show, um conjunto local
subiu ao palco e tocou “O Menino da
Porteira”. A canção animou tanto a
platéia, que nos shows seguintes o
cantor a incluiu em seu repertório. O
sucesso da apresentação fez com que
Sérgio gravasse a música que ficaria
imortalizada em sua voz e se tornaria
um dos grandes hinos da música
sertaneja. Inclusive, foi a partir
deste momento que Serjão, como ficou
carinhosamente conhecido, passou a
dedicar-se à pesquisa da música
sertaneja e começou a interpretar a
música caipira com uma inovação
instrumental que não descaracterizava
o gênero. No mesmo ano, gravou seu
primeiro disco voltado ao segmento
sertanejo intitulado “Sérgio Reis”.
Esse disco foi o marco decisivo na
carreira do cantor e além dos
clássicos caipiras o álbum contava
com algumas músicas ainda no estilo
da Jovem Guarda. No repertório
canções como “O Menino da Gaita”,
“Menino da Porteira” e “Eu sei que
vai chegar a hora”, abrilhantavam
ainda mais a produção. Nascia o
grande ícone brasileiro da música
sertaneja. Na época, esse estilo
musical era restrito somente às
rádios AM´s. A gravação de “O Menino
da Porteira” na voz de Sérgio Reis,
foi a primeira música caipira a ser
tocada em uma emissora FM, primeiro
no interior de São Paulo, e em
seguida alcançou os grandes centros
brasileiros, ultrapassando assim,
todas as barreiras. Em 1974, Sérgio
gravou e lançou, pela RCA, o álbum
intitulado “João de Barro”, e no ano
seguinte lançou o álbum “Saudade da
Minha Terra”, que reunia diversos
clássicos da música sertaneja. O
disco foi um grande sucesso de vendas
e rendeu a Serjão o Disco de Ouro. Em
1977, Sérgio Reis encarou seu
primeiro desafio no cinema
interpretando o boiadeiro do filme “O
Menino da Porteira”. Dirigido por
Jeremias Moreira Filho, o filme bateu
recordes de bilheteria e sua trilha
sonora, gravada por Sérgio e lançada
no mesmo ano, lhe rendeu mais um
Disco de Ouro. No ano seguinte,
protagonizou mais um filme: “Mágoa de
Boiadeiro”. O filme de Venceslau M.
Filho foi um grande sucesso e levou
mais de 10 milhões de espectadores
aos cinemas. •Década de 80 Com a
execução de suas músicas em todas as
rádios do Brasil, praticamente na
década de 70 inteira, Sérgio Reis,
além de ser o pioneiro a tocar esse
estilo de música nas rádios FM´s,
conquistou um novo espaço na década
de 80. Foi o primeiro sertanejo a
pisar no palco de grandes casas de
shows e espetáculos como, por
exemplo, o Teatro Municipal e
estabelecimentos conceituados como o
Olympia, Via Funchal e outros. Mas a
ascensão de sua carreira estava longe
de ser estagnada. Em 1982, participou
pela primeira vez de uma novela. Na
trama “Paraíso”, transmitida pela
Rede Globo, ele interpretou o papel
de um peão-violeiro. No mesmo ano,
participou do terceiro e último longa
metragem de sua carreira, “Filho
Adotivo”, de Deni Cavalcanti. A
música título do filme, composta por
Artur Moreira e Sebastião F. da
Silva, tornou-se um grande sucesso na
voz de Sérgio Reis. Em 1983, lançou
um dos seus maiores hits: “Panela
Velha”. E em 1987, obteve outro
grande sucesso com a gravação da
música “Pinga Ni Mim”. •Década de 90
Desde suas participações em três
filmes e uma novela, Sérgio mostrou
novas facetas de sua carreira que não
se restringiram somente à música.
Tanto que, em 1990 foi convidado
novamente, pela extinta TV Manchete,
para mais uma participação em uma
novela. Sua atuação na trama
“Pantanal” deu início a uma grande
parceria, pois foi nessa novela que
pela primeira vez Sérgio Reis e Almir
Sater contracenaram juntos
interpretando dois violeiros. No
mesmo ano, Sérgio lançou um disco com
canções da trilha sonora da novela.
Em 1991, Sérgio expandiu ainda mais
seus horizontes e começou a
apresentar o programa de rádio “Siga
Bem Caminhoneiro”. O programa, que
atualmente continua no ar, é
patrocinado pela Petrobrás e
retransmitido para mais de 200
emissoras de rádio de todo país. É
escutado por mais de 7 milhões de
ouvintes e além de oferecer
informações sobre as estradas e
entreter com entrevistas e
curiosidades, orienta os
caminhoneiros a denunciarem casos de
prostituição e exploração infantil.
Após 6 anos da sua última
participação em uma novela, Sérgio e
Almir são convidados novamente para
atuarem juntos na trama “O Rei do
Gado”, transmitida pela Rede Globo.
Na ficção, eles formaram a dupla
“Saracura e Pirilampo” que era um
grande sucesso também fora das
telinhas. A repercussão dos
personagens foi tão grande que o
disco da trilha sonora da novela
tinha sete, das doze faixas, cantadas
pela fictícia dupla. Comandando um
programa de rádio há seis anos,
Sérgio, conquistou um novo espaço
como apresentador, só que na
televisão. Em 1997 estreou na extinta
TV Manchete o programa “Sérgio Reis
do Tamanho do Brasil”. Em 1999 mudou
de emissora e assumiu, no SBT, o
comando de um novo programa chamado
“Sérgio Reis”. •Século XXI No ano
2000, com 60 anos e com uma carreira
estabilizada, Sérgio, mesmo com toda
fama e sucesso, sempre se manteve
fiel às suas origens e suas raízes e
isso fez com que a cada ano com seu
profissionalismo, talento e esforço,
conquistasse cada vez mais vitórias.
Um exemplo de conquista foi a
indicação e a premiação na categoria
de “Melhor Álbum Sertanejo”, na
primeira edição do Grammy Latino. Em
2001 o cantor lança o 43º disco de
sua carreira, o álbum “Nossas
Canções”, onde interpreta músicas
gravadas e compostas por Roberto
Carlos. No mesmo ano, no mês de
março, a cidade de Ouro Fino, Minas
Gerais, comemorou 252 anos e
inaugurou a “Estátua do Menino da
Porteira”. Na solenidade, Sérgio foi
homenageado pelos moradores devido à
relevância que a cidade obteve após o
sucesso, na voz do cantor, da música
“O Menino da Porteira”, e teve suas
mãos imortalizadas no monumento. Em
maio de 2002, em uma viagem de São
Paulo para Belo Horizonte, Sérgio
sofreu, durante o vôo, um AVC
(Acidente Vascular Cerebral). Os
exames detectaram o coágulo e devido
a isso o cantor ficou uma semana
internado na UTI e iniciou um
tratamento de fisioterapia e remédios
para dissipar o coágulo. Em 2003 os
médicos realizaram novos exames para
checar se ele estava livre da ameaça
de um novo AVC. O resultado apontou
que o ideal seria submetê-lo a uma
cirurgia para evitar futuras
complicações. A cirurgia, apesar de
delicada, foi um sucesso e Sérgio não
ficou com nenhuma seqüela. Depois do
susto, no final do mês de abril de
2003, Sérgio concretizou um projeto
inédito e realizou um de seus grandes
sonhos: A gravação ao vivo do CD e
DVD “Sérgio Reis & Filhos – Violas e
Violeiros”. Com este trabalho, o
artista e seus filhos fizeram uma
série de shows pelo Brasil todo,
incluindo a primeira apresentação do
sertanejo na mais conceituada casa de
show do Rio de Janeiro, o Canecão. Em
abril de 2005 inicia mais um trabalho
na televisão no comando do programa
“Terra Sertaneja”, transmitido pela
TV Bandeirantes. Em 2006, depois de
10 anos afastado da teledramaturgia,
Sérgio, novamente ao lado de Almir
Sater, participou de sua quarta
novela, “Bicho do Mato”, que estreou
no mês julho e atualmente continua
sendo transmitida pela Rede Record.
Mas, o ano de 2006 foi finalizado com
uma grande surpresa. Após 3 anos sem
gravar um disco inédito, Sérgio Reis
acaba de lançar um novo trabalho. O
CD intitulado “Sérgio Reis – Tributo
a Goiá” é uma homenagem do maior
ícone da música sertaneja, para esse
que foi um dos grandes compositores
que o Brasil já teve. |
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| Comentários |
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Postado por:
Rodrigo
Data: 05/12/2009 |
vc serjão é um grande idolo da musica
sertaneja e meu idolo favorito eu queria tanto te
conhecer mas um dia se deus quiser eu vou ter esse
previlejio a se vou minha musica preferida é cavalo
preto o musicão bom parabens e q vc seja muito
feliz e Deus te abençoe um abraço de seu seu idolo
fui |
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